quinta-feira, 31 de maio de 2012

Era (sou) criança

Hoje é o dia da criança.
Não vais entender estas linhas que escrevo, de emoções que me fizeste descobrir, tal e qual uma criança pequena em busca do mundo. Porque até tu, ainda hoje és, um mundo a descobrir.
Nunca irás entender, que nos teus braços, tornava-me aquela criança que sorri quando a apertas, porque vai sentir calor, e cheirar o mais belo perfume como uma borboleta que anda de flor em flor. Não vais entender que me sentia como uma criança a fazer tranças a uma barbie, quando os meus dedos invadiam os teus cabelos. Nunca te contei, mas cada beijo que me deste foi como se fosse o primeiro, atrapalhado, inesperado e para o qual fiquei quase sem resposta. Sentir os teus lábios nos meus, foi como quando uma criança descobre que um gelado de morango, em pleno verão, é a melhor coisa que lhe podem dar. Tornavas-me na criança adulta mais feliz deste mundo (perdoar-me-ão a ousadia da minha afirmação, mas era verdadeiramente feliz.), pela protecção, pelo carinho, pelas meiguices. Por aquilo que juntos descobrimos. Pelo que é bom. Pelo que era bom. Pelo que era tão bom. Pelo amor, que juntos descobrimos.
Pela criança que fui nos teus braços, e que tanto queria que não fugisse.

Feliz dia da criança, também para ti.

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